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(Kate Moss e a arte de ser impecável e estilosa até quando viaja)


(Jackie O. fazendo inveja com sua beleza, elegancia despretenciosa e guarda-roupa dos sonhos desde os anos 1960)


(Os cabelos ondulados "bagunçados" de Ashley Olsen)


(Rachel Weisz maravilhosa de Marc Jacobs na premiere do filme "The Martian",  New York Film Festival- domingo 27.09)

( "Mom" jeans -kinda- skinny+ top estilo nadador com babados+ chapéu de aba redonda preto= Look lindo para dias quentes fora de época. Alo, cade voce inverno, já deu lugar para a primavera assim tao cedo?)


(Toda a elegancia e estilo de Jill Kennington, 1967)


(O make delicado e feminino - bonus para o batom coral/laranja lindo!- da atriz Vanessa Hudgens no Tony Awards dessa ano- que ocorreu há alguns meses atrás)


(Hailee Steinfeld de Stella McCartney no 2015 MTV V.M.A. s que aconteceu ontem- 30.08- em Los Angeles)

(Blazer preto+ camisa listrada+ tenis branco+ clutch preta= Look dos sonhos dessa semana)


(Françoise Hardy e Mick Jahher <3. Detalhe para o conjunto risca de giz de Hardy e a pose de Jagger.)


(O make lindo e delicado da Versace Fall 2015)


(A combinação da leveza do vestido - e seus detalhes de seda rosa- com a rebeldia do coturno e o sinto de couro preto; Louis Vuitton Resort 2016)

(Vestido petit poa curto+ jaqueta jeans+ sandália branca de pedrarias= Look ideal para dias quentes de outono)


(Joanna Lumley e o seu vestido estampado lindo, 1968)


(Nova obsessao: make super natural)


(Diane Kruger de Dolce and Gabbana, photocall do filme "Disorder", Cannes Film Festival)


(Cate Blanchett de Giles, premiere do filme "Carol", Cannes Film Festival)
       Semana passada o assunto não foi outro se não a volta de Blake Lively no circuito cinematográfico.  A atriz promoveu, em Nova York, o seu novo filme “Age of Adaline”, que marca sua volta aos holofotes após mais ou menos três anos afastada (seu último trabalho foi em 2012- e não foi nem na tela grande, foi em Gossip Girl- pasmem). Embora o filme pareça promissor, tenha uma narrativa interessante e a presença de um ator incrível como Harrison Ford,  o burburinho em torno de Blake não teve nada haver com suas habilidades como atriz.
         Blake, em apenas um dia, usou 10 looks recrutou mais ou menos 200 marcas (!!!) para a promoção do filme. Era um look para a sua chegada em um talk show (a atriz compareceu ao Good Morning America e Tonight show Starting Jimmy Fallon) e outro para a sua saída, look da première do filme, look do after party da première, etc. Enfim, foram tantas mudanças de acessórios, sapatos e penteados de cabelos que muitos fashionistas começaram a se perguntar o quão grande era o “glam squad” de Blake Lively.
         Muitos dos looks estilo anos 1960 escolhidos por Blake pareciam ser uma homenagem a sua própria personagem do filme, que, tem grande parte de sua vida contada durante essa época. Certas semelhanças podiam ser vistas nos penteados da atriz, como o da première do filme, ou na escolha de certos looks; como o vestido Ralph Russo (diva da semana), o casaco e vestido tweed duas cores Marc Jacobs e o vestido Zuhair Murad que lhe deu ares de “uptown girl”. Para completar esse extenso mix de marcas e tendências usadas pela atriz, Blake ainda adotou certos vestidos mais coerentes com o seu estilo pessoal (do cotidiano) e alguns que, para ser bem sincera, não sei exatamente em qual categoria se encaixam melhor.


(Blake usou marcas como Balmain, Valentino, Roksanda, Marc Jacobs, Monique Lhullier, Antonio Berardi, Cushnie et Ochs, Zuhair Murad, entre muitas outras)

         É preciso admitir que quando o assunto é moda, a atriz não tem medo de arriscar e ousar. Não é de hoje que ela chama a atenção da mídia e de fanáticos pela moda por suas escolhas fashions e sua vida pessoal, que parece ter sido tirada direto do Pinterest. Por mais que muitas de suas produções estivessem perto da perfeição (ou perfeitas mesmo), não parece que havia originalidade no seu estilo como um todo. Foram muitas marcas, cores e estampas, sapatos pesados e casacos extremamente elaborados; misturados todos em um mesmo visual. A impressão que deu é que a atriz estava se esforçando demais para provar que ela esta voltando com toda a força e vai muito além de ser a Sra. Reynolds. Entretanto, para mim faltou coerência, faltou Blake Lively.



(de longe, esse Monique Lullier que Blake usou na premiere uns dias antes, é o meu favorito e o visual que mais se encaixa ao estilo elegante da atriz)

         Por mais que talvez os seus looks tenham sido demais para alguns (eu?!) e maravilhosos para outros (resto do mundo), é preciso admitir que Blake foi muito esperta em usar a moda para promover a sua volta e, consequentemente o seu filme. A atriz precisou de apenas um dia para voltar a ser o centro dos holofotes e manter todos curiosos com o seu filme que ainda esta para estrear. Por isso, apenas digo: Bravo, Blake 


   *Mary Quant é conhecida no mundo da moda por criar e popularizar a mini saia no início da década de 1960. Na época, ela ultrajou milhares de pessoas, que nao admitiam tal exposição do corpo feminino, mas; principalmente, foi adorada por fashionistas descoladas que desejavam possuir exclusivamente uma saia da estilista. O estrondoso sucesso da minissaia de Quant permitiu que ela expandisse o seu império e, em 1967, ela adicionou botas coloridas, brilhantes e estilosas para a sua marca. Mary Quant dominou a década de 1960, definindo um look característico para a época. 

  Já falei milhões de vezes aqui como amo o ciclo interminável da moda. Tudo que já foi considerado tendência nela tende a voltar, uma hora ou outra. Pode levar alguns anos ou várias décadas, entretanto, isso é irrelevante; pois, de alguma forma, aquela tendência irá voltar, sofrendo apenas algumas alterações para se adequar á nova época que irá ser implementada. 
  Durante essa semana, tem ocorrido em Paris os desfiles de Spring 2015 Couture das principais marcas do circuito fashion. Um dos desfiles que mais me chamou a minha atenção foi da Christian Dior, mas nao por causa das roupas, e sim por suas botas ultra coloridas. O estilista da marca, Raff Simons combinou vestidos femininos de estilo que lembram o famoso New Look  com botas coloridas que parecem ter saído do guarda roupa de Ziggy Stardust ou terem sido inspiradas nas botas de Mary Quant. 


(Botas dignas de Mary Quant e Dior, de 1967 á 2015. Moda, I love you <3)

*Françoise Hardy é uma cantora francesa que fez sucesso no mundo na música ainda adolescente, assinando seu primeiro contrato de gravação quando tinha apenas 17 anos. Françoise se tornou popular no meio musical na década de 1960, sendo também considerada na época (e até hoje!) uma it girl e influencia de estilo no mundo do moda. O seu tipo mignon e estilo único de se vestir (igual a todas as outras francesas, aff. Oh mulheres que sabem se vestir bem!) logo chamou a atençao de diferentes designers, que viam a cantora como musa inspiradora. A cantora se identificou muito com o estilista Paco Rabanne e logo uma relaçao de estilista-musa nasceu. Françoise foi fotografada diversas vezes com modelos exclusivos de Rabanne, mostrando-se um mulher completamente versátil por conseguir combinar o seu estilo de garota cool com os vestidos metalizados de Paco Rabbane, criando uma identidade totalmente única e diferenciada.
 O que acho mais interessante é que tudo que Françoise Hardy veste, se torna próprio dela, como se pertencesse a cantora a  sua vida inteira. Ela nao apenas veste uma peça de roupa, ela domina ela, como fosse parte de sua identidade. Os modelos de Paco Rabanne também eram (e sao até hoje) únicos, sendo eles a prórpia marca registrada do designer. Por mais que pareçam estilos opostos, a mistura entra a identidade de Françoise Hardy com a "marca" Paco Rabbane parece se encaixar perfeitamente juntas. 

(T-shirt estampada+ shorts jeans cintura média+ tenis Converse+ bolsa de franjas= Poppy Delevingne nos ensinando como combater o calor de forma estilosa)


(A tiete dos Rolling Stone dos anos 1960, Anna Wohlin, com um estilo boêmio hippie chique e lindo)


(O rabo de cavalo bagunçado da Jennifer Aniston)


(O vestido amarelo canário divino que a Taylor Swift usou para o after-party do Globo de Ouro no domingo - 11.01)

(Camiseta folgada rosa+ saia lápis estampada+ scarpin nude= Jessica Hart com um look perfeito para as festas de final de ano. Fresquinho, confortável, sem muita frescura e muito estiloso)


(Shirley Maclaine, anos 1960)


(O cabelo preso dos lados e o batom vermelho meio escuro, perfeição <3)


(Gigi Hadid com um look descontraído saindo do The Roxy, em West Hollywood, no sábado- 20.12)

(Jaqueta de couro preta+ blusa listrada preta e branca+ jeans lavagem clara -média- um pouco detonada+ bota estilo Isabel Marant= Look despojado da atriz Kerri Russel para começar bem e leve a semana)


(A linda Natalie Wood, 1960's.  Estilo Hippie Chique dominando o meu coração. Bônus para essa maquiagem lindona de tirar o fôlego e esses anéis delicados  <3)


(Cabelo curto ondulado castanho claro e tranças nas laterais. Tranças deixam tudo muito melhor <3)


(Kristen Stewart com o seu look curinga rocker para pegar um voo no aeroporto de Los Angeles, LAX, no sábado -11.10-. Eu amei o cabelo curtinho na atriz, combinou com a sua atitude e personalidade.)
A semana de moda chegou ao fim ontem em Paris, e para mim, é agora que a parte divertida começa. A maior parte das pessoas deve amar os fashions weeks mundo afora devido a quantidade exorbitante de “fashion victims”, “fashion followers” e alguns “trend setters” que temos para copiar  nos inspirar.
De fato, o street style esta quase tão popular (se não no mesmo patamar) que o desfile de moda em si. Fashionistas se aglomeram na frente dos espaços onde ocorrerá os desfiles com suas “melhores” roupas, desesperados para serem clicados pelos “paparazzi do street style” e acabar em algum site ou blog de moda. A grande vitória, contudo, será  se essa foto acabar como "look de inspiração” em alguma  revista de moda ou canal de moda online de prestígio.
   Há diversos desfiles que ocorrem simultaneamente nessas semanas, indo dos estilistas recém introduzidos no universo fashion até as maisons mais tradicionais. Ao meu ver, quando uma marca tem um grande poder de influencia sobre as pessoas, ela vai muito além do produto, e podemos ver o resultado de forma clara na frente do desfile de certas marcas/maison.
Pegamos a Chanel e a Valentino por exemplo. As fashionistas se vestem com suas melhores roupas (as mais chiques!), como se precisassem mostrar que merecem estar lá. Não é apenas mostrar que tem uma bolsa da marca, é vestir a identidade dela, ou a última tendência que ela apresentou. Ser convidada para o desfile da Chanel, por exemplo, é, para muitos, o mesmo que ser convidada para o Oscar (oi, sonho <3).
É engraçado que esse poder de influencia pode fazer com que o estilista consiga, através da moda, mandar para o mundo a opinião que tem sobre ele. O melhor de tudo? É tão inconsciente, que ninguém se ofende, fica na dúvida ou defende o que o estilista está falando. Por que? Porque através da moda, tudo fica mais bonito, dá identidade para aquela mensagem, mesmo ninguém sabendo que há uma para ser decifrada.
Agora, por que raios eu estou falando isso? Porque eu consegui notar com muita clareza uma tendência que as muitas marcas resolveram adotar: as décadas de 1960/1970. Sim, décadas. Claro, com alguns elementos aqui e ali característicos da época, mas eles estão lá.
Ainda estou tentando captar qual o significado por trás. As duas décadas foram marcadas por muitos protestos, jovens cercados de opiniões positivas e com um sonho de viajar e fugir da realidade, que é cercada de pessoas opressoras e controladoras. As décadas de 1960/10970 foram épocas de liberdade, experimentação e muita festa. Houve muitas brigas também, mas tudo por uma causa, defendendo direitos e com o sonho de viver em uma sociedade unificada. E para mim parece que estamos tentando voltar no tempo, e não apenas através da moda.


(Chanel Spring 2014 Ready-to-wear)


(Valentino Spring 2015 Ready-to-wear)


(Stella McCartney Spring 2015 Ready-to-wear)


(Chloé Spring 2015 Ready-to-wear)


(Saint Laurent Spring 2015 Ready-to-wear)


(Sonia Rykiel Spring 2015 Ready-to-wear)
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