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         Diferente da NYFW, as temporadas de moda de Londres sempre giram em torno mais de estilo do que das tendencias. Nao que a proposta dos designers londrinos nao seja gerar um debate sobre suas coleções e leva-las, de alguma forma, ao mainstream. Porém, diferente do que ocorreu em Nova York, nao se ve diferentes coleções repetirem um mesmo estilo/história e até mesmo repetir uma mesma paleta de cor. Na LFW, as coleções seguem mais o estilo único da grife do que os estilos que fluem constantemente no universo fashion. Claro, há um casamento coeso entre estilo+ tendencias, mas em Londres o estilo sempre vence.  
    Embora tenha achado essa temporada meio fraca, é preciso admitir que as coleções spring 2016  estiveram mais madura do que as passadas. Conhecida por ser a cidade com a temporada de moda de estilo "adolescente", Londres nunca levou muito a sério a moda, sempre priorizando a experimentação do estilos, tribos e cores; e deixando em segundo plano as tendencias ditadas pelo mercado de moda. Por mais que essa temporada tenha sido aprovada pelos experts do ramo, preciso admitir que fico feliz em ver que pelo menos a essencia adolescente e rebelde da LFW permaneceu intacta.



(Burberry Prorsum: Inspiração militar e vintage; 90s mood; passado- história da marca x futuro- parceria com a Apple e coleção apresentada antes no Snapchat)


(Emilia Wickstead: 50s mood; Bubble gum pink e pastel colors fanatic; mistura de estampas florais)


(Erdem: Inspiração Era Vitoriana; off the shoulder vibe; o romantismo da independencia feminina)


(Mary Katrantzou: Gypsy vibe; detalhes ricos em estampas florais; sequins e patchwork; estilo boho que segue as tendencias mas consegue ser inovador)  


(Versus Versace: semelhança com o estilo proposto por Gianne Versace; sexy sem ser vulgar; variedades do estampas e shapes em uma marca que geralmente segue o mesmo estilo)


(Topshop Unique: it girl gone chic; feminine mood; peças masculinas clássicas que se adaptam ao estilo feminino proposto pela marca)
      As temporadas de moda seguem o mesmo ritmo da sua indústria: rápido e em constante rotação. A NYFW foi finalizada ontem, fechando com chave de ouro com o lindo e excêntrico -na minha humilde opinião- desfile do estilista Marc Jacobs. Em um piscar de olhos, o universo fashion dormiu sonhando com tudo o que foi apresentado em Nova York -e foi muita coisa!- e acordou em Londres, pronto para receber as novas propostas e tendencias para o Spring 2016. Porém, como eu funciono em um ritmo mais lento, ainda estou tentando processar tudo o que li, vi e gostei na NYFW:

Os meus desfiles favoritos: 


(Oscar de la Renta: Os cravos vermelhos delicados; espardilles com vestidos coquetéis e a essência espanhola que me faz querer ouvir Madonna cantar "Spanish Eyes" ou "La Isla Bonita)


(Proenza Schouler: os detalhes lindos feito á mao; a cultura espanhola nos detalhes- nos brincos de castanhola e nos babados- e na semelhança com a vestimenta tradicional das mulheres espanholas e dos toureiros)


(Michael Kors: os vestidos "loose"  florais; as aplicações de flores vermelhas em saias e vestidos e o estilo mulher "guerreira" nos detalhes dos apliques de tachas)


(Calvin Klein: Oito palavras- Coleção Calvin Klein Spring 1994 Ready- to- Wear; com os tenis slip on e sem os coturno)


(Victoria Beckham: estilo praiano chic misturados com dos anos 1990 minimalista e a silhueta solta dos vestidos midi. Quem diria que essa coleção pertence a uma Spice Girl que vestida corpetes, sutiãs fluorescentes e stilettos extremamente altos)

(Ralph Lauren: o estilo nautico na combinação do azul marinho, branco e marrom "caramelo"- mas sem ser óbvio-  e os vestidos longos vermelho e azul bic )



(Diane Von Furstenberg: inspiraçoes de beleza da própria designer nos anos 19060/70; silhueta marcada e uma coleção que possivelmente poderia sair direto do armário da Barbie em seus vintes anos e ninguém notar a diferença)


(Jill Stuart: Camisas de seda; Studio 54 + Bianca Jagger mood e a ideia de poder transformar qualquer peça do meu armário versátil para o dia e a noite)


(Marc Jacobs: mais do que um desfile, uma experiencia; a homenagem feita aos Estados Unidos e a sua indústria do cinema- ou, como muitos gostam de chamar: Hollywood- e a referencia a filmes marcantes como Psycho)


Destaques:


(Rosa: Carolina Herrera (esquerda); Marchesa (centro); Delpozo (direita)


(Off the shoulder: Cushnie et Ochs (esqueda); J. Mendel (centro); Givenchy (direita)


(Meia calça arrastao: Jeremy Scott (esquerda); Creatures of the Wind (centro); Rodarte (direita)


(Vermelho, Estampa e Aplicação de fllores e Cintura marcada: Michael Kors (esquerda); Oscar de la Renta (centro); Proenza Schouler (direita)


(Inspiraçoes espanhola: Oscar de la Renta (esquerda e abaixo) e Proenza Schouler (direita e acima)


(Os detalhes e o make da Rodarte)


(A beleza do desfile do Jeremy Scott: O cabelo que lembra o da personagem Allison Williams- Amy Locane- no filme Cry- Baby e o make que parece ter sido inspirado no desenho Bety- Boop)


(Fashion's mantra)

    Dia 11 de setembro desse ano foi simbólico para Ricardo Tisci, designer da grife francesa Givenchy. Comemorando dez anos á frente da grife francesa, Tisci levou a nova coleçao spring 2016 para Nova York. Entretanto, isso nao foi nem de longe o elemento mais inovador proposto pelo designer para essa temporada
     O desfile aconteceu em um dos dias mais fatídicos para Nova York e os EUA. Por a data ser emblemática e triste por si mesma, afinal, o dia 11.09 sempre será marcado por sua tragédia; Ricardo Tisci revelou que o seu tema girava em torno do amor e a união dos povos. É como se ele estivesse tentando tirar algo positivo de uma situação que infelizmente gira em torno da maldade e inveja do ser humano.
    Tisci mostrou que realmente podemos ver o bom em qualquer coisa se realmente acreditarmos que existe o amor nas pessoas. O que ele disse sobre a sua coleção resume o sentimento que cultivamos ao longo desses últimos anos: “A influência da coleção foram cinco diferentes religiões. Num dia como este você tem que pensar sob o aspecto positivo: somos todos iguais, o amor é para todos e o amor não tem uma religião. Amor é amor”, disse Tisci. “O 11 de setembro é o dia mais triste da história da América. E como fazer algo que tenha essa energia da elevação, e não apenas da tristeza? Este show fala sobre amor, sobre união, sobre a ideia de que só conseguiremos parar de se matar se aprendermos a perdoar. Este desfile fala sobre o perdão”. Mais do que isso, porque, quando falamos em perdão, também nos referimos em falar sobre o futuro; em sempre olhar para a frente. 
      O elemento mais inovador, para a indústria da moda, foi quem compareceu ao desfile. O evento estava lotado de celebridades e vips da moda, contando com o casal sensação Kim Kardashian e Kanye West, o super excêntrico e lindo Steve Tyler e sua filha Liv Tyler, Julia Roberts e muitos outros famosos do circuito fashion. Porém, nenhum convidado foi tao comentado quanto ao "público real", que, graças a Givenchy, pode comparecer em massa ao desfile, o que é algo quase que inédito para a moda. 
     Conhecida por ser uma indústria elitista e extremamente fechada, as temporadas de moda sao apenas para aqueles que sao convidados. Sao pessoas que trabalham em algum lugar ligado ao cenário fashion ou celebridades que geralmente sao pagas para comparecer a esses eventos. Porém, quebrando todas as regras, Tisci convidou duas mil pessoas "comuns" e estudantes de moda de diversas faculdades de Nova York para assistir a sua celebração. Assim como em seu discurso, Ricardo Tisci uniu todos aqueles que tem o amor pela moda em um mesmo lugar, nao importando seu status social ou posiçao na cadeia alimentar fashion, porque isso é o futuro. 


(Os meus favoritos da coleção Spring Ready- to- Wear 2016)

      Outro elemento interessante do desfile da Givenchy foi ver a reinterpretaçao de modelos icônicos da grife feitos por Ricardo Tisci ao longo de uma década, de essencia extremamente feminina embora um tanto que estranha. Podemos ver como a sensibilidade do designer é palpável, com looks trabalhados nos detalhes, tentando ao máximo representar o drama de uma mulher delicada mas também de muito força, quase que uma guerreira. 


(Anne Hathaway na premiere do filme "Les Miserables" em Londres, 2011)


(Zoe Saldana no Oscar de 2010)


(Naomi Campbell em Cannes, 2011)


(O mesmo modelo de vestido: Kim Katrdashian vestiu Givenchy para casar com Kanye West (esquerda); o vestido apresentado para a coleçao Spring 2016 (centro); Rooney Mara na premiere do filme "The Girl With the Dragon Tattoo" em Londres, 2011)

(Diva de sábado *05: Amber Heard de Alexander McQueen na premiere do filme "Danish Girl", no Venice Film Festival)


(Diva de quarta *09: Scarlett Johansson de Michael Kors, "The Late Show With Stephen Colbert", Nova York)


(Diva de quarta *09: Kate Bosworth de Alexander McQueen, "Live! With Kelly and Michael", Nova York)


(Diva de quarta *09: Diane Kruger de Oscar de La Renta, premiere do filme "11 minutes", Venice Film Festival)


(Diva de quarta *09: Elizabeth Olsen de Calvin Klein Collection, premiere do filme "Ruth and Alex", 41st Deauville American Film Festival, Deauville- França)


(Diva de quarta *09: Natalie Portman de Christian Dior, 


(Diva de quarta *09: Natalie Portman de Lanvin, premiere do filme "A Tale Of Love and Darkness", Toronto Film Festival- Toronto)


(Diva de sexta *11: Amanda Seyfried, Givenchy Show Front Row, Nova York)


(Dear Weekend: come and get me)
          Durante essa semana foram apresentadas as coleções Resort 2016 pelas mais iconicas marcas do cenário fashion atual. Enquanto Chanel, Dior e Louis Vuitton se adiantaram e apresentaram suas novas coleções no mes passado em destinos totalmente chiques- Korea, Cannes e Palm Springs, respectivamente- e com uma lista de convidados para lá de exclusivos; a grande maioria das outras marcas- se nao o restante delas- revelaram ao longo dessa semana suas coleções Resort 2016.
                  O meu favorito de longe é o Resort da Lanvin, elaborado pelo estilista da marca Alber Elbaz. Mesmo sendo avesso as redes sociais como Instagram- e o fato que as pessoas preferem fotografar cada momento de sua vida ao invés de simplesmente viver- los, o estilista pensou em uma coleçao extremamente colorida com o propósito de fotografar bem- tentando tirar o melhor proveito da situaçao (E olha, como fotografou bem <3 ).  


(Lindo <3)


(Seria o visual proposto pela Lanvin uma versao mais polida de Courtney Love dos anos 1990?)

                Amei o ar descomprometido- mas nunca deixando de ser elegante- das roupas de Stella McCartneyTrazendo um pouco de Cuba para Nova York com a leveza do seu design- que fluiu super bem no meio dançarinos e cantores cubanos- eu simplesmente me apaixonei pelos vestidos soltos, descontraídos e em cores extremamente vibrantes que me fizeram desejar trocar de corpo com uma das modelos. Para mim esse foi o destaque da coleçao de McCartney-  ok, também fiquei fa do corte de seu terninho preto com pequenas flores vermelhas


(Flores, flores everywhere <3)


(O vestido laranja <3)

           Por último Gucci: com a segunda coleçao ready-to- wear assinada pelo novo designer da marca, Alessandro Michelle, o Resort 2016 da Gucci parecia ter saído direto dos anos 1960 e 1970. Com combinaçoes excentricas, o estilista apostou no novo queridinho da moda: vintage. Isso mesmo meus caros, buscar inspiraçoes de décadas passadas é o que há de mais moderno no universo fashion agora. 


(Amarelo: cor forte para a próxima temporada. Sim ou com certeza?)
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