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          Durante essa semana foram apresentadas as coleções Resort 2016 pelas mais iconicas marcas do cenário fashion atual. Enquanto Chanel, Dior e Louis Vuitton se adiantaram e apresentaram suas novas coleções no mes passado em destinos totalmente chiques- Korea, Cannes e Palm Springs, respectivamente- e com uma lista de convidados para lá de exclusivos; a grande maioria das outras marcas- se nao o restante delas- revelaram ao longo dessa semana suas coleções Resort 2016.
                  O meu favorito de longe é o Resort da Lanvin, elaborado pelo estilista da marca Alber Elbaz. Mesmo sendo avesso as redes sociais como Instagram- e o fato que as pessoas preferem fotografar cada momento de sua vida ao invés de simplesmente viver- los, o estilista pensou em uma coleçao extremamente colorida com o propósito de fotografar bem- tentando tirar o melhor proveito da situaçao (E olha, como fotografou bem <3 ).  


(Lindo <3)


(Seria o visual proposto pela Lanvin uma versao mais polida de Courtney Love dos anos 1990?)

                Amei o ar descomprometido- mas nunca deixando de ser elegante- das roupas de Stella McCartneyTrazendo um pouco de Cuba para Nova York com a leveza do seu design- que fluiu super bem no meio dançarinos e cantores cubanos- eu simplesmente me apaixonei pelos vestidos soltos, descontraídos e em cores extremamente vibrantes que me fizeram desejar trocar de corpo com uma das modelos. Para mim esse foi o destaque da coleçao de McCartney-  ok, também fiquei fa do corte de seu terninho preto com pequenas flores vermelhas


(Flores, flores everywhere <3)


(O vestido laranja <3)

           Por último Gucci: com a segunda coleçao ready-to- wear assinada pelo novo designer da marca, Alessandro Michelle, o Resort 2016 da Gucci parecia ter saído direto dos anos 1960 e 1970. Com combinaçoes excentricas, o estilista apostou no novo queridinho da moda: vintage. Isso mesmo meus caros, buscar inspiraçoes de décadas passadas é o que há de mais moderno no universo fashion agora. 


(Amarelo: cor forte para a próxima temporada. Sim ou com certeza?)
       Engraçado como certas coisas começam aparecer constantemente para nós quando passamos a dar mais atenção a elas. Esse ano decidi que ia começar me renovando criativamente e fazendo mais daquilo que me move e que amo. Fiz um curso de desenho de moda do qual ganhou um espaço no meu coração "criativo". Para mim desenhar é algo que nos permiti entrar em contato com os nossos interesses e peculiaridades. Entre o papel e a mente nao há julgamento, e podemos pegar algo que já existe e transformar naquilo que desejamos que fosse realmente. Passei a seguir algumas ilustradoras super talentosas no Instagram, que mostram que a moda nao precisa ser levada tao a sério e que o que deveria ser prioridade é a nossa identidade. 
       Conheci as ilustradora norueguesa Esra muito ao acaso pelo Instagram, e me apaixonei pelos seus desenhos de cara. A ilustradora de Oslo tem um estilo de desenhar próprio, dando vida a personagens de filmes e tendências passadas e uma imagem totalmente nova. Adoro a forma como suas ilustrações possuem um toque de obscuridade e com um estilo um tanto que contemporâneo. Esra consegue dar um estilo próprio aquilo que já existe, transformando em algo que tinha potencial para ser démodé em inédito e inspirador.


(Margot Tenenbaum- "The Royal Tenenbaums)


(Casaco Céline)


(Alexander McQueen- Savage Beauty)

(A Primeira Dama Nancy Reagan e o super badass Mr T- vestido de Papai Noeal- na Casa Branca, Dezembro de 1983)

*Em 1983 a estilista britanica Katharine Hamnet lançou uma linha de camisetas com frases de protestos, como CHOOSE LIFE, WORLDWIDE NUCLEAR BAN NOW, PRESERVE THE RAINFORESTS, SAVE THE WORLD, SAVE THE WHALES e EDUCATION NOT MISSILES. Graças a cobertura excessiva da mídia, o projeto de Hamnett deslanchou e se tornou bastante popular, atraindo a atenção de muitas pessoas do ramo da moda. No ano seguinte (1984), a estilista foi escolhida "Designer of The Year" pelo British Fashion Council e foi convidada a comparecer em Downing Street para conhecer a entao Primeira Ministra, Margaret Thatcher. Relutante a comparecer na cerimonia, uma vez que nao concordava com a forma que Thatcher comandava o país, Katharine Hamnett resolveu usar da moda para tirar proveito da situação.  A estilista foi ao evento usando uma camiseta com a frase "58 per cent Don't Want Pershing", se referindo ao protesto contra a presença de mísseis nucleares americanos na Europa. Margaret Thatcher se horrorizou, como a própria estilista confirma, entretanto, isso nao impediu a Vogue de nomear esse momento como um dos mais iconicos da história da moda. A estilista é defensora de muitas causas, como a eliminação do racismo na moda e questoes ambientais. Hamnett também ajudou a disseminar os slogans estampados em camisetas como forma mais versáteis de protesto e autoexpressão, que sao extremamente populares até os dias atuais.

Quando vi em julho passado a exposição de Jean Paul Gaultier (The Fashion World of Jean Paul Gaultier) no Barbica, em Londres, não tinha a mínima ideia que sairia de lá com uma visão totalmente diferente (e muito mais abrangente) sobre a moda e o seu universo.
Para quem nunca ouviu falar do estilista, deixe- me  primeiro resumir um pouco sobre a história dele.
Jean Paul Gaultier é um estilista francês nascido no subúrbio de Paris, em Arcueil, no ano de 1952. O seu desejo de fazer parte do mundo da moda veio muito cedo. Tanto sua mãe como sua vó, as quais foram responsáveis por sua criação, estimulavam Gaultier a explorar a sua identidade, mostrando a ele diferentes facetas que a moda poderia ter.
Mesmo não tendo frequentado escola de costura, isso não impediu o estilista de mandar seus esboços para os mais prestigiados estilistas de Paris da época. A sua persistência e confiança se sobressaltou perante a sua falta de experiência, e, em 1970 (quando tinha apenas 17 anos) Pierre Cardin o contratou como assistente tendo como base apenas seus desenhos.
Em 1976 Gaultier lançou a sua própria coleção, mas foi a partir dos anos 1980 que, já estabilizado como uma marca própria, que o estilistas mostrou suas “garras” e chocou o mundo da moda.
Jean Paul Gaultier é um estilista de visão ampliada sobre a moda. A sua marca mistura diferentes influencias, proveniente da rua com uma modernidade de vanguarda, firme e atrevida, distinguindo de seus contemporâneos em Paris e tinha mais em comum com os designer de Londres e Nova York.
Em 1997 ele apresentou a sua primeiro coleção de haute couture, ganhando o apelido de enfant terrible da Chambre Syndicale, por causa de sua atitude de rebelde e não agir de acordo com as regras.
O estilista sofreu de várias influencias ao longo de sua carreira, e, mesmo umas sendo totalmente opostas das outras, Gaultier conseguiu misturar todas em seu mundo particular e moldar uma única identidade.
Um dos aspectos que mais adoro no estilista é o fato dele abordar assuntos considerados delicados e que muitos outros designer nem consideram como “relevantes”, tendo medo de sair do convencional, ou, em outras palavras, não ser “bonito” e  desagradar as grandes massas de influenciados, que começa na mídia e termina nas prateleiras das lojas.
Como Gaultier foi estimulado desde muito cedo pela sua avó a explorar a sua curiosidade e não ter medo do diferente, nada para ele é feio, apenas fora do convencional. Sem medo do julgamento alheio, o estilista foi o primeiro costureiro a mostrar roupas para ambos os sexos em suas apresentações, inclusive espartilho e saia (coleção de 1985) para os homens. Um dos assuntos mais recorrentes dele é a sexualidade ambígua, sendo presença constante em sua passarela nas década de 1980 e 1990, com modelos do sexo feminino usando ternos de risca de giz e fumando cachimbo, enquanto o tema dos homens de saia progrediu para os tutus (famosa entre as bailarinas).
Enquanto muitos jovens de hoje estão fazendo progresso ao se comunicar sem julgamento sobre temas  referentes  a igualdade dos sexos e de culturas na internet, Jean Paul Gaultier  enfrentou críticas e comentários negativos de muitos grupos ao fazer o mesmo nas décadas de 1990 e 1980. Ao invés da internet, ele usava da passarela para se comunicar. A sociedade não parecia estar preparada naquela época para enfrentar os assuntos que Gaultier trazia a tona, porém, ele pode ser considerado hoje um líder silencioso para os jovens que buscam seu papel no mundo moderno.
Não que Gaultier não tivesse apoio, ao contrário. A sua primeira musa, Madonna, não foi apenas importante para o salto que a sua carreira tomou, mas também porque ambos dividiam de uma mesma opinião e aproveitaram da notoriedade da cantora para chocar o mundo. Com apenas um espartilho salientado os seios (em forma de cone) ou mostrando- os totalmente, os dois deslancharam a terceira onda do feminismo que vai até os dias atuais.
O estilista sabia que precisava das pessoas certas para estimular o público a pensar diferente. Se com Madonna ele estimulou as mulheres a saírem as ruas e continuar a lutar pelos seus direitos, com Ziggy Stardust (aka David Bowie) ele conseguiu dar foco para a androgenia antes considerada bizarra e até mesmo anormal e seu tributo a Amy Winehouse reforçou seu amor por Londres e fortaleceu a cultura punk rock.
O que tirei de lição dessa experiência fantástica que tive ao “invadir” o mundo de Gaultier é que a moda é um universo cheio de possibilidades e áreas para se explorar. A moda é uma extensão de quem nós somos, indo muito além do ato “vestir”. O universo fashion nos permite entender o nosso papel da sociedade, não aquele ditado pelo seu sistema, mas o que consideramos ideal para nós. Ela é a nossa armadura e nos habilita a lutar pelos nossos direitos e a quebrar regras que não achamos justas existir. Sem a moda, não existiria a nossa própria definição de ser individual e independente. O universo fashion nos permite quebrar raízes há muito tempo plantadas e já arcaicas e substituir por novas, que foram aperfeiçoadas para se adequar ao novo estado de espírito do ser humano. 

Já vim aqui dizer muitas vezes como a moda é engraçada, volátil e quase sem forma, uma vez que ela nunca permanece a mesma. Porém, outro dia, entre mil observações e devaneios, me deparei com algo que estava na minha frente há muito tempo: não é a moda que muda (por elas mesma), somos nós, seres humanos pensantes, que transformamos ela a medida da nossa insatisfação com nós mesmo.
Estamos constantemente a procura de quem somos e qual é o nosso lugar nesse mundo que anda tão confuso e dramático. Seguimos uma linha de pensamento muito estranha, onde queremos ser diferentes e nos destacar e ao mesmo tempo ser aceito por um grupo e pertencer a ele, o que nos leva a ser exatamente igual aos outros. Tentamos nos vestir da mesma forma que os outros e mostrar a nossa personalidade nos detalhes. Porém, no geral, acabamos vestindo uniformes.
Por mais que a nossa individualidade grite dentro de nós, pedindo uma chance para colocarmos ela em prática, as últimas tendências e tudo aquilo que é considerado “in”, acaba, quase sempre, ganhando. O motivo é que, no fundo, julgamos todos pela sua aparência porque é a primeira coisa que vemos. É inevitável. Entretanto, isso não deveria ser um fator determinante na hora que vamos as compras ou o que decidimos vestir no dia-a-dia.
Uma coisa que reparo é como muitas vezes nós mulheres julgamos outras pela marca da bolsa ou do sapato. E sabem porque julgamos pelos acessórios? Porque é muito mais fácil de identificar a marca de um acessório do que de roupa. Simples assim.
Infelizmente isso acaba se tornando um ciclo vicioso. Começo comparado a bolsa da moda ou da marca, porém, isso não pode parar por ai. Do que adiante eu ter apenas um acessório fashion se não estou usando nada “in”?
Que eu deixe bem claro aqui, por mais que pareça ironia, não estou aqui para julgar, mas sim para desabafar algo que me incomoda. Claro, não posso mentir que as vezes me pego querendo aquela última modinha, porém, sou daquelas que tem mil personalidades em uma, acordado cada dia de uma forma e com vontades diferentes. Sim, tem dias que eu simplesmente quero colocar uma t-shirt básica, skinny jeans e um converse, bolando um look com cara de últimas tendências. Mas isso não significa que eu quero sair de casa todos os dias iguais. Tem dias que quero colocar uma camisa com a estampa mais louca e o sapato mais elaborado que eu tenho, mesmo que isso não seja algo que apareça na última edição da Vogue. E isso que é o legal.
A moda deveria ser usada unicamente como fonte de conhecimento de nós mesmo. Deveríamos explorar o máximo quem somos através do que usamos,  criando confiança e segurança com nós mesmo. Porque no fundo, é isso que todos queremos.

Para mim, quanto menos tentarmos nos encaixar em algo que a sociedade idealiza, mais acharemos pessoas com as mesma ideias e valores que os nossos. A moda não deveria ser uma ditadura controladora, dizendo exatamente o que devemos vestir e como devemos nos portar. Ela deveria ser uma fonte de liberdade, apenas nos mostrando caminhos diferentes que podemos seguir e mostrando que há inúmeras possibilidades para tentarmos nesse mundo. Porque, no final, o que importa é agradarmos nós mesmo, e não os outros.

(Só vai dar Madonna em 2015, com muito espartilho, sensualidade e Versace)



(Jean Paul Gaultier da as suas boas-vindas ao seu mundo, logo no início da exposição)


(O famoso "navy" de Gaultier)


(Uma declaração do amor do estilista para o Reino Unido)


(Homenagem a imagem de Amy Winehouse) 


(Homenagem ao rei da androginia David Bowie, um assunto muito abordado também por Gaultier)


(Madonna esteve aqui)


(E aqui também)



(Kylie Minogue reinou aqui)


Fiquei muito na dúvida se fazia ou não esse post, entretanto, depois de ter lido muitas matérias online de conteúdo maldoso, resolvi colocar aqui também a minha opinião (obrigada internet de todo dia). 
Quando me surgiu a ideia de fazer um blog, o meu principal objetivo era apenas postar tudo aquilo que me intrigava. Muitas das coisas que escrevo aqui são baseadas em muita leitura e pesquisa, uma vez que, cada post começa de uma curiosidade genuína minha a partir do desconhecimento de x assunto.
Uma coisa que aprendi nesses últimos meses de blog é que o mundo é grande, e tem muita história para contar. Vivemos em um planeta recheados de inúmeras culturas, cada uma com suas peculiaridades e regras. A internet tem contribuído para romper muitas barreiras culturais e sociais impostas por diferentes sociedades e suas culturas. Muitas pessoas acreditam que canais do meio online (facebook, instragram, twitter, etc) ajudaram elas a expressarem suas opiniões (olha eu aqui, por exemplo) com mais segurança  e não terem medo de serem quem elas desejam ser. Então, com tudo isso, seria fácil pensar que as pessoas se tornaram mais compreensivas em relação ao “novo” e passaram a entender que não se deve julgar os outros.  Como eu disse, seria, mas, infelizmente, não é.
Semana passada, diversos blogs e sites da mídia especializados em fofocas, celebridades e “moda” foram enchidos com diversas fotos de uma mesma atriz: Renee Zellweger.
Para quem não lembra quem é a atriz em questão, refresco a sua memória: Renee Zellweger é ganhadora dos Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante de 2004 pelo filme “Cold Mountain”. Namorou ninguém menos que Jim Carey, George Clooney e Bradley Cooper (ta bom para vocês?) e deu vida a uma das personagens mais linda, engraçada e desengonçada do cinema, ninguém menos que Bridget Jones; nos filmes “O Diário de Bridget Jones” (2001) e “Bridget Jones: No limite da razão” (2004). E já que esse blog é na teoria apenas de moda, Zellweger ainda é de quebra uma das queridinhas (ou musa, como preferirem) da designer Caroline Herrera.  Quanta história Renee Zellweger tem  para contar, não? Entretanto, isso significa que ela ganhou o direito de ser respeitada? Aparentemente não, porque não é assim que Hollywood e a internet funcionam hoje em dia.
A atriz apareceu na semana passada no evento Elle’s Women in Hollywood Awards. No momento em que pisou no tapete vermelho, milhares de flashes voaram em sua direção, captando cada angulo seu. O que chamou a atenção de todos não foi o vestido preto justinho da atriz, ou o seu corpo magro e bem torneado para a sua idade. O que todos notaram foi suas feições no rosto que estava um tanto que diferentes do que o normal.  O primeiro pensamento geral, é claro, se voltou para a famosa cirurgia plástica.
Se a atriz fez ou não tal procedimento não importa (para mim pelo menos isso não é relevante, não vou deixar de achar Renee Zellweger uma ótima atriz), o fato é, parece que ninguém está pronto para lidar com o fato de que envelhecemos e nem sempre sabemos lidar com isso. 
A mídia realmente se obcecou com a nova estética facial da atriz, chegando a fazer matérias com cirurgiões plásticos analisando cada ângulo do rosto “transformado” de Renee Zellweger e como ela esta diferente e envelhecida, se tornando quase que irreconhecível. O que ninguém realmente fez foi perguntar para atriz o que ela anda fazendo, quais são seus projetos futuros (seu último filme foi em 2010) e qualquer outra coisa que não envolva o assunto beleza. O que aparenta é que, a única coisa que importa em uma mulher é a sua aparência estética e sua idade (e como faz para manter ambos), pelo menos em Hollwywood. Mas não é. Existem muitas mulheres poderosas em Hollywood, como Sandra Bullock, Jeniffer Garner, Emma Stone, entre muitas outras; todas excelentes atrizes que apenas querem serem conhecidas por sua profissão, seu profissionalismo e as causas que defendem, nada mais. É pedir muito?
O Renee Zellweger fez com o seu rosto é problema dela e de mais ninguém. Ela não estava feliz com a sua aparência e resolveu tomar medidas próprias. Vamos julgar para que? É o nosso rosto, nossa decisão? Não.
Ela mesma falou a People Magazine depois dessa “polemica” que sim, ela esta diferente mas esta feliz, afinal, quem é que não vai envelhecer? Ninguém vai se salvar dessa, nem mesmo Bridget Jones.


(Recado dado.)

("É o meu corpo e deveria ser MINHA escolha")

A moda é um instrumento poderoso em nossas maos, mesmo nao parecendo. Com ela, criamos e moldamos a nossa identidade, damos rosto e nome para ela. Através dela, nos distinguimos dos demais na sociedade e temos a oportunidade de criar a imagem que desejamos passar para os outros (sendo ela verdadeira ou nao). Cada ser humano usa dela da forma que lhe convém. As mulheres, por exemplo, conseguira através dela, expor seu desejo de pertencimento e liberdade em uma sociedade de visao limitada. Vestimos minissaias, moldamos nosso corpo com espartilhos e vestimos calças sem ter medo de ser julgadas. 
Julgamento é algo, infelizmente, inevitável na sociedade. Entretanto, isso nao deveria nos impedir de agir e nos vestir na forma que nos convém, mas impede. Quando eu estou só, consigo ser eu mesma, uma vez que nao há ninguém para me dizer o que é certo ou errado. Porém, isso nao está certo. Quem é que tem o direito de me dizer como eu devo agir, me vestir ou como devo pensar? Vivemos em um mundo com diversas culturas, diferente opinoes e pensamento irao surgir porque é impossível todos serem mesma forma. E devo dizer aqui, fico muito feliz que seja assim. Aliás, fico muito feliz em viver em um mundo no qual a opiniao feminina é prezada (a própria Jennifer Lawrence é uma que nunca teve medo de dizer o que pensa) e nós mulheres temos o prazer de disputar cargos com homens, de igual para igual.
          Ser mulher hoje significa ser o que eu desejo ser, nao há porque ter julgamento. Mesmo muitos achando que nós somos o sexo frágil, eu discordo total. Nós somos o sexo mais forte porque lutamos a vida toda pelo nosso lugar na sociedade. Infelizmente, mesmo já estando no século XXI, muitos ainda parecem nao nos levar a sério. Quando uma mulher diz nao, é porque ela nao quer. O que uma mulher faz com o seu corpo, é assunto dela e apenas de quem ela deseja envolver ou nao. Sinceramente, se meter na vida alheia nao é bonito.
Já falei aqui como gosto da Jennifer Lawrence por causa de seu trabalho como atriz e como se veste. Sim, ela é uma ótima atriz (confesso, amo Jogos Vorazes e X-men Primeira Classe, me julguem- oh, ironia- a vontade) e tem um estilo despojado que me identifico. Entretanto, o que ela faz na sua vida privada é problema dela e só. O que me importa onde ela vai fazer o cabelo? O que muda na minha vida se ela resolveu tirar fotos suas nuas porque ela tinha um relacionamento a distancia com o seu antigo namorado? NADA. 
É muito fácil julgar os outros e apontar dedos na cara de estranhos. Porém, convenhamos, somos todos assim, anjinhos que caíram do céu? 
Continuo a adorar ela como atriz e nao vou deixar de assistir seus filmes ou salvar fotos suas com looks lindos no tapete vermelho só por causa do que aconteceu. Porque a verdade é, nunca deveria ter acontecido. Nao é direito de ninguém. Entao, F*** you haters.

P.S: Ela ta uma diva nessa capa #hatersgonnahate

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