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O filme seguinte de Audrey Hepburn, de 1954, com certeza ficou marcado na história do cinema e da moda como o início de uma das mais duradouras parcerias que Hollywood já teve e que, marcou também o universo da moda.
O filme “Sabrina”, estrelado por Audrey, ainda contava com Edith Head como costume designer da produção, chegando, inclusive a ganhar um Oscar de “Melhor figurino em preto e branco” pelo seu trabalho. Porém, a importância de Edith no filme havia diminuído muito neste filme, graças a influencia de estrela de Audrey. A atriz pediu para o diretor Billy Wilder, que a transformação “fashion” de sua personagem, que ocorre em Paris, fosse 100% realista, ou seja, desejava um estilista parisiense como provedor das novas roupas de Sabrina.


No filme, Sabrina é uma moça de estilo “Tomboy”, filha de um motorista que trabalha para a poderosa família Larrabee. Ela tem uma grande paixonite por um dos filhos da família, o playboy Daivid. Para evitar que sua filha se envolva com o malandro, o pai de Sabrina a manda para Paris para estudar culinária. Lá ela não só aprende a arte da cozinha, como também descobre um mundo totalmente novo, o Haute Couture.


Vivendo na capital da moda, Sabrina larga o seu estilo mais despojado para adotar uma identidade mais “lady like”. Quando retorna para Long Island, depois de dois anos, não a ninguém que não note o seu novo visual. Transformado dos pés a cabeça, vestindo Givenchy e de cabelos curtos, Sabrina finalmente consegue a atenção de Daivid, que iniciam um romance. Com medo que esse envolvimento prejudique os negócios da família, o irmão mais velho do playboy, o empresário Linus Larrabee, decide intervir no relacionamento, Entretanto, como em qualquer comédia romântica, o irmão empresário também se apaixona pela moça.


Como no início do filme Sabrina ainda é apenas uma simples garota americana, cheia de sonhos, mas sem conhecer muitas coisas, o seu guarda-roupa é mais simples. A maior parte das roupas usadas por Hepburn no início do filme, como uma jardineira estampada, são de Edtih Head. Entretanto, no momento em que a personagem Sabrina vai para Paris, a importância de Head e de seus modelitos diminui bruscamente.


Incentivada pela sua mulher, que também se chamava Audrey, o diretor instrui Edtih a apresentar Hepburn a estilistas de Paris. Relutante, a costume designer manda Hepburn para a cidade luz conhecer Christobal Balenciaga, um dos maiores estilista de Haute Couture da época. O que acontece a seguir se tornou uma das histórias mais contadas no cenário fashion e do cinema de Hollywood, porque, quando a atriz chega a França, Balenciaga a manda para conhecer seu prodígio mais valioso, Hupert de Givenchy.


Porém, Givenchy estava esperando uma outra Hepburn: Katherine. Quando a Hepburn errada aparece em seu atelier usando uma T-shirt, calça de cintura alta e com um daqueles chapéus que os turistas adoram usar (tipo um “bucket hat”), vamos apenas dizer que ele não estava muito impressionado com a primeira impressão que teve da atriz. Mas, como aconteceu com todo mundo que a conheceu, a atriz logo conquistou o estilistas, marcando o início do que seria uma longa amizade e incrível parceria entre musa e criador.
Quando Sabrina retorna de Paris usando um lindo vestido branco de gala tomara que caia bordado feito por Givenchy, conquistou não apenas os homens na ficção, como uma enorme plateia de homens e mulheres do outro lado da tela. Convenhamos, foi a partir desse ponto que o Oscar de Melhor Figurino em preto e branco estava garantido.


Edtih Head foi a vencedora do Oscar, embora não ter tido muita participação no filme como Hupert de Givenchy teve. O que fez do filme vencedor foi a cumplicidade do estilista com Audrey, que não apenas a vestia, mas como também compreendia e entendia sua personalidade.
Como um bom cavalheiro, Hupert nunca reivindicou de Head o Oscar, é claro. Edith, aliás, nunca chegou a admitir com todas as letras que seu papel foi secundário no filme, embora já tenha afirmado que: “Audrey tem um excelente gosto, ela mesmo podia ser designer.” Essa é a sua maneira de admitir que Givenchy foi um vencedor porque não estava vestindo Sabrina, e sim Hepburn.


Aliás, como veremos mais tarde, cada filme que Audrey fez com Givenchy, pode-se perceber que ele estava vestindo a atriz em combinação com sua personagem, nunca trabalhando com elas de forma separada.  O estilista soube trabalhar com o corpo sem curvas da atriz e ela soube encontrar uma maneira de exibir o seu estilo pessoal em cada personagem sua. Juntos, eles descobriram um estilo que era todo de Audrey.
Com toda aquela história do baile do Met semana passada, esqueci totalmente que no domingo (04/05), um dia antes da super festa, havia sido aniversário de uma das maiores divas do cinema hollywoodiano e ícone fashion mundial, a atriz belga Audrey Hepburn. Mesmo fazendo mais de uma semana da data, depois de muito ler sobre sua vida e carreira, achei que não podia deixar de falar dessa musa.
Hoje, se estivesse viva, Audrey faria 85 anos. Infelizmente, a atriz faleceu em 20 de janeiro de 1993 (e lá se vão mais de 20 anos!), vítima de câncer de apêndice. Entretanto, sua partida foi apenas física, pois, a atriz segura até os dias atuais o status de uma das maiores estrelas de Hollywood de todos os tempos.


Vemos (pelo menos eu vejo haha) em diversos lugares a imagem de Audrey. Todos, ou pelo menos quase todos, lembram dela em seu papel como Holly Golightly, personagem do super-mega famoso filme “Bonequinha de Luxo”(“Breakfast at Tiffanys”). Percebo que muitos (talvez aqueles menos informados ou interessados no mundo do cinema/moda) se baseiam nesse filme para afirmar Hepburn como ícone fashion. Na realidade, quando Audrey foi escalada para a Bonequinha de Luxo, sua imagem de excelente atriz e diva no mundo da moda já havia sido estabelecida no início da década e 1950 (o filme é de 1961), entretanto, esse papel foi responsável por estabelecer Audrey como lenda do cinema e da moda.


Graças a internet, as atrizes não precisam fazer filmes de sucesso ou ter a sorte de trabalhar com um talentoso costume designer para ser notada no circuito de moda internacional. Audrey, ao contrário, deve muito á ambos por sua fama (e mais um terceiro).
Por isso, ao invés de fazer apenas um post sobre Audrey e seu estilo, resolvi desenvolver quatro posts sobre os principais filmes de Audrey que foram influentes para a criação da imagem de Hepburn como atriz e fashionista.
Então, nada mais justo que começar pelo começo.
Começo falando sobre o filme “A princesa e o plebeu”(“Roman Holiday”). Embora não seja o primeiro filme da atriz, ele foi responsável por fazer sua carreira deslanchar, ou melhor, a responsável pelo styling da produção, Edith Head.
No filme, a personagem da atriz, a Princesa Ann vive uma vida entediada em seu palácio, decide então ir para Roma, com a intenção de viver aventuras anonimamente. Lá ela se envolve com um repórter, que inicialmente pretendia se aproveitar da situação e desmascara-la, entretanto, como em qualquer bom filme romântico, o rapaz se apaixona e acaba desistindo de entregar a amada.
Audrey começa o filme carregada de joias e com um corte comprido de cabelos. Como o seu primeiro ato de rebeldia, corta suas longas madeixas e coloca em exibição as suas tão cobiçadas sobrancelhas e estrutura facial de dar inveja.


Claro, Edtih não foi responsável por criar a beleza de Audrey, que é delicada por natureza, porém, soube muito bem como brincar com seu corpo mignon e com poucas curvas, algo que foi crucial para a personagem. A stylist e estilista soube como dar corpo para o tipo físico “boyish” de Audrey, colocando-a em seus modelitos exclusivos, como shorts e sais de cintura alta e camisas de manga curta, tudo combinado com um lenço delicadamente amarrado no pescoço.



Este filme tornou Audrey uma estrela,  deu a ela um Oscar e a colocou no “mapa” de Hollywood. Porém, Edith Head fez muito mais ao dar a Hepburn a imagem de uma mulher com estilo clássico e descomplicado, cobiçado por todas aquelas mulheres que já estavam cansadas do excesso de glamour vendido por atrizes como Marylin Monroe e Elizabeth Taylor. A estilista, sem dúvida foi responsável por inserir a atriz no mundo da moda, mas, foi Audrey quem deu continuidade a ele.


A atriz realmente se apegou ao estilo mais simples, adotando looks mais confortáveis e que se adequassem ao seu tipo físico. Em “A princesa e o plebeu”, Edtih Head ainda era soberana, sendo uma das costumes designer mais veneradas de Hollywood, porém, a sua próxima parceira com Hepburn mudou essa história.

(Marylin Monroe, 1951. O vestido de tule preto ficou PERFEITO na atriz. Diva linda! )


(Grace Kelly de Edith Head, 1955. Nesse ano,  ele ganhou o Oscar de melhor atriz pelo seu papel em "Amar é sofrer (Contry Girl)". Há muitas outras fotos da atriz na cerimonia, que até mostram melhor o vestido, mas eu realmente amei esse imagem. A atriz estava divina, extremamente feliz e usando um vestido de uma cor simplesmente deslumbrante- detalhes para as luvas, MUITO raras nos tapetes vermelhos hoje em dia. Esse é o Old Hollywood Glam <3)


(Nicole Kidman usando um vestido Dior, 1997. Nesse ano Nicole deixou de ser apenas a esposa de Tom Cruise, e esse vestido lindo da mainson francesa teve muito a contribuir. Ele destacou sua pele alva e delicada e os detalhes orientais ornaram perfeitamente com os acessórios.)


(Nicole Kidman de Balenciaga, 2007. Depois de uma década, a atriz já nao estava mais casa com Tom Cruise, porém, havia construído para si uma carreira de sucesso no cinema. Esse vestido reflete bem o status de atriz de pirmeira linha, é simples mas causa impacto. É um dos meus vestidos favoritos de todos os tempos, amo aquele laço no pescoço <3) 


(Cate Blanchett de John Galiano, 1999. Sério, existe alguma vez quando a atriz nao arrasou? Amei os detalhes bordados do vestido)


(-Preciso repetir a pergunta anteiror? haha- Cate Blanchett de Givenchy, 2011. Muitos torceram o nariz para esse vestido, mas eu amei. Acho que Cate consegue segurar qualquer roupa, e essa daqui na foi diferente. #teamcateblanchett)


(Julia Roberts usando Valentino, 2001. Nesse ano, Julia ganhou o Oscar de Melhor Atriz pelo seu papel em Erin Brockovich. Esse vestido é um clássico, um dos mais comentados até os dias de hoje.)


(Penélope Cruz de Versace, 2007. Esse vestido que está na minha lista dos mais lindos de todos os tempos <3. Muitos nem devem lembrar dele, ainda mais que no ano seguinte a atriz espanhola ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo seu papel em "Vicky Christina Barcelona" usando um Balenciaga vintage. Entretanto, eu prefiro esse Versace, é ousado e nao é qualquer mulher que consegue vestir ele com confiança.)


(Marion Cotillard de Jean Paul Gaultier, 2008. Nesse ano a atriz ganhou o Oscar de melhor atriz por ser papel em "Piaf- Um hino de amor". Outro vestido que eu amo <3. A sua maquiagem e cabelo sao similares ao das atrizes da antiga Hollywood e os detalhes de seu vestido lembram a cauda de uma sereia, mas sem levar para o lado da fantasia.)


(E por último, mas nao menos importante ou lindo, Jennifer Lawrence de Dior, 2013. A atriz ganhou ano passado o Oscar de Melhor Atriz por seu papel em "O lado bom da vida". Acho que nem é preciso dizer o quanto  é lindo esse vestido, nao é? Também sou meio suspeita para comentar, sou super fa da atriz e acho o máximo que todos queria comentar sobre o que ela estava usando, e Jennifer queria apenas saber onde tinha comida hahaha Além disso, ela tropeçou no vestido ao subir no palco para receber a estatueta e mesmo assim continuou arrasado!)


(Jennifer na hora do tombo. Pelo menos caiu usando Dior e para receber seu Oscar, as inimigas que fiquem bem quietas! E que amanha se ela cair, que seja de novo em seu Dior e para ganhar o seu segundo Oscar!)
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