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(Marylin Monroe, 1951. O vestido de tule preto ficou PERFEITO na atriz. Diva linda! )


(Grace Kelly de Edith Head, 1955. Nesse ano,  ele ganhou o Oscar de melhor atriz pelo seu papel em "Amar é sofrer (Contry Girl)". Há muitas outras fotos da atriz na cerimonia, que até mostram melhor o vestido, mas eu realmente amei esse imagem. A atriz estava divina, extremamente feliz e usando um vestido de uma cor simplesmente deslumbrante- detalhes para as luvas, MUITO raras nos tapetes vermelhos hoje em dia. Esse é o Old Hollywood Glam <3)


(Nicole Kidman usando um vestido Dior, 1997. Nesse ano Nicole deixou de ser apenas a esposa de Tom Cruise, e esse vestido lindo da mainson francesa teve muito a contribuir. Ele destacou sua pele alva e delicada e os detalhes orientais ornaram perfeitamente com os acessórios.)


(Nicole Kidman de Balenciaga, 2007. Depois de uma década, a atriz já nao estava mais casa com Tom Cruise, porém, havia construído para si uma carreira de sucesso no cinema. Esse vestido reflete bem o status de atriz de pirmeira linha, é simples mas causa impacto. É um dos meus vestidos favoritos de todos os tempos, amo aquele laço no pescoço <3) 


(Cate Blanchett de John Galiano, 1999. Sério, existe alguma vez quando a atriz nao arrasou? Amei os detalhes bordados do vestido)


(-Preciso repetir a pergunta anteiror? haha- Cate Blanchett de Givenchy, 2011. Muitos torceram o nariz para esse vestido, mas eu amei. Acho que Cate consegue segurar qualquer roupa, e essa daqui na foi diferente. #teamcateblanchett)


(Julia Roberts usando Valentino, 2001. Nesse ano, Julia ganhou o Oscar de Melhor Atriz pelo seu papel em Erin Brockovich. Esse vestido é um clássico, um dos mais comentados até os dias de hoje.)


(Penélope Cruz de Versace, 2007. Esse vestido que está na minha lista dos mais lindos de todos os tempos <3. Muitos nem devem lembrar dele, ainda mais que no ano seguinte a atriz espanhola ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo seu papel em "Vicky Christina Barcelona" usando um Balenciaga vintage. Entretanto, eu prefiro esse Versace, é ousado e nao é qualquer mulher que consegue vestir ele com confiança.)


(Marion Cotillard de Jean Paul Gaultier, 2008. Nesse ano a atriz ganhou o Oscar de melhor atriz por ser papel em "Piaf- Um hino de amor". Outro vestido que eu amo <3. A sua maquiagem e cabelo sao similares ao das atrizes da antiga Hollywood e os detalhes de seu vestido lembram a cauda de uma sereia, mas sem levar para o lado da fantasia.)


(E por último, mas nao menos importante ou lindo, Jennifer Lawrence de Dior, 2013. A atriz ganhou ano passado o Oscar de Melhor Atriz por seu papel em "O lado bom da vida". Acho que nem é preciso dizer o quanto  é lindo esse vestido, nao é? Também sou meio suspeita para comentar, sou super fa da atriz e acho o máximo que todos queria comentar sobre o que ela estava usando, e Jennifer queria apenas saber onde tinha comida hahaha Além disso, ela tropeçou no vestido ao subir no palco para receber a estatueta e mesmo assim continuou arrasado!)


(Jennifer na hora do tombo. Pelo menos caiu usando Dior e para receber seu Oscar, as inimigas que fiquem bem quietas! E que amanha se ela cair, que seja de novo em seu Dior e para ganhar o seu segundo Oscar!)



(De 1949 á 1959 o Teatro Pantage foi a "casa" da cerimonia do Oscar)

Acho que já devo ter tido umas mil vezes aqui como eu amo essa temporada de premiações do cinema. Como já tinha dito, não sei exatamente o que me deixa mais animada, o tapete vermelho ou a cerimonia; ou um combinado dos dois (mas acho que é o tapete vermelho haha).
O Oscar, criado em 11 de maio de 1927, é a premiação do cinema mais antiga, inspirando a criação de muitas outras, como o Globo de Ouro e o Emmy. Por essa razão, todas as premiações que antecedem o Oscar são consideradas prévias do que acontecerá na cerimonia, que é a última dessa temporada.
A sua primeira entrega aconteceu em 18 de maio de 1929, no Hotel Roosevelt, em Hollywood. Nessa premiação, foram honrados as realizações cinematográficas de 1927 e 1928. Ironicamente, a primeira transmissão televisionada em âmbito internacional aconteceu no mesmo ano em que o homem pisou na lua, em 1969 (eu achei interessante haha).

(Os vestidos usados pelas ganhadoras do Oscar de melhor atriz de 1929- sua primeira edição- até 1960)

O premio, que é entregue anualmente pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, acontece desde 2001 no Kodak Theater. Preciso aqui comentar algo que meio que me decepcionou sobre a cerimonia do Oscar, relacionadas ao Teatro Kodak.


(O Teatro Kodak Dolby se transforma para a entrega do Oscar, nao há nem sinal de lojas ou da Hollywood Boulevard)

Em 2010 fiz a minha primeira viagem para a Califórnia, e, é claro, tive que bancar a turista desesperada em conhecer tudo. Afinal, era minha primeira vez em Los Angeles e PRECISAVA ver lugares muito clichês, como a calçada da fama, o letreiro de Hollywood e, óbvio, o teatro Kodak Dolby.
Para quem não sabe, o Teatro Dolby foi construído em 2001 e patrocinado pela Kodak, que pagou U$75 milhões para ter seu nome associado  a academia (em 2012 o teatro foi rebatizado de Dolby). Desde 2002 se tornou o local no qual o Oscar é apresentado.
Entretanto, a ideia que eu me depararia com um enorme e imponente TEATRO, foi logo destruída, quando descobri que, na realidade, o Teatro Dolby é também um shopping. Entre lojas da Victoria’s Secret, Guess e Coach, se encontra uma SALA de espetáculos, e é ali que acontece a cerimonia. No resto do ano, ele é usado para outras apresentações, como ópera, concertos, homenagens e até desfiles de moda. Quem iria imagina, não é?


(Como o Teatro Dolby realmente é em seus dias "comuns". Sem o glamour do cinema Hollywoodiano, está mais para um shopping comum como um teatro imponente)

Foi naquele dia que eu percebi que, assim como no cinema, onde criamos o que queremos  e apenas nos focamos naquilo que é mais belo e lindo ou que pode nos chocar, o mesmo pode ser dito da entrega dos prêmios mais importantes desse ramo.
Acho que o meu desapontamento esta relacionado a dura realidade, que o glamour de Hollywood é apenas uma mera ilusão. Mesmo assim, nao posso não deixar de olhar a cerimonia, acho ela linda e preciso admitir, me arrepio hahah. Além do mais, quando um cerimonia conta  com vencedores como Audrey Hepburn e Jack Nicholson, who cares, right?


(Audrey Hepburn ganhou o Oscar de melhor atriz em 1954 pelo seu papel em a Princesa e o Plebeu. Esse seu vestido lady like é simplesmente lindo <3 Muito Audrey Hepburn )

Além disso, não é por isso que vamos no cinema? Para sair um pouco da nossa realidade e sonhar um pouco, e quem sabe, abrir nossa imaginação e deixar nossa mente viajar? O mesmo também podemos dizer da moda, não é (Ai, como eu to inspirada hoje haha)?
Muitas polemicas cercam o Oscar. Muitas pessoas discutem o porque de certos atores serem nominados e outros não, chegando a argumentar que a premiação é o mesmo que um concurso de popularidade. Na realidade, em parte, faz até sentido.


(Julia Roberts ganhou o Oscar de melhor atriz por sua atuação como a sofredora Erin brockovich.  Usando um Valentino LINDO, que entrou para a história, fez um discurso super longo e mostrou porque todos amam e esperam ansiosos pelo Oscar: para ver as celebridades em vestidos super $$$$$ ese descabelarem quando ganham o Oscar- e ai que o glamour acaba e vemos que sao pessoas comuns)

Os vencedores são escolhidos por um colégio de mais de 5. 800 membros da academia, de diversas nacionalidades. Mas, com tantos membro e diversos filmes sendo exibidos no período de um ano, como que um filme se destaca do outro? Originalidade, roteiro bom e atores profissionais, claro. Entretanto, sem divulgação, o filme não é nada (a não ser que seja dirigido por Steve Spilberg e tenha Leonardo DiCaprio no elenco haha).
Para mim, no final, o melhor do Oscar, além das vestidos haute couture (quem nao lembra do Valentino de Julia Roberts? Ou do Balenciaga de Nicole Kidman?AMAZING!), e ver a felicidade de todos ali. Não importa se irão ganhar ou não, é possível ver o quão felizes estão em fazer parte dessa cerimonia, com um sentimento de vitória estampado no rosto. 
 Vamos também ser bem sinceros, hoje o street style tem muito mais relevancia que o haute couture (como eu falei no post anterior), por isso que cada ano os responsáveis pela premiaçao fazem de tudo para atrair o público jovem, está menos interessado no assunto. 
Sim, o glamour do Oscar é passageiro. No final da cerimonia vestido e jóias precisam ser devolvidos e champagnes começam a ser servidos (bem ao estilo do que vemos no programa da Rachel Zoe). Para meros mortais que nem eu, o melhor de ver a cerimonia é imaginar que um dia poderemos passar pelo mesmo glamour. Ali, naquele momento, é a nossa chance de sonhar, mesmo se for por algumas horas.
Entao, que venha mais uma edição do Oscars, Nao farei nehuma previsão porque errei FEIO no Globo de Ouro, Só duas coisas que tenha quase certeza: Jennifer Lawrence estará usando Dior e Cate Blanchet será, mais uma vez, a diva suprema da noite. 


(É por causa de momentos como esse que eu amo a cerimonia. Jack Nicholson dando uma "checada" na linda Jennifer Lawrence, de Dior, é claro. E que venha domingo! #teamjenniferlawrence haha)

É engraçado como um assunto vira outro e se transforma em algo mais complexo, como se fosse uma bola de neve. Depois de terminar o post sobre o que rolou no Globo de Ouro (estou apenas mencionando, não tem nada a ver com ele hoje, juro!), o vestido + camisa Dolce and Gabbana que Julia Roberts usou não saiu da minha cabeça. Quanto mais eu olhava para a combinação, mais me encantava com o look. Fico pensando que se Julia tivesse aparecido apenas com o vestido, sem a camisa por baixo, não teria causado esse mesmo impacto em mim, ela seria apenas a eterna “pretty woman”, conhecida pelo seu maravilhoso sorriso e só.


(Julia Roberts na estréia de August: Osage Conty, em Los Angeles, com Meryl Streep. Usando mais uma vez a famosa camisa branca.)

Como disse no post anterior, a atriz não é ícone de estilo, mas nessa ocasião ousou. Ousou porque quis, não porque estavam seguindo alguma tendência ou porque sabia que ia falar dela, aliás, sempre falam.
 Julia Roberts é uma das atrizes mais bem pagas de Hollywood e participou de diversos filmes de sucesso (alguns como Uma linda mulher, O casamento do meu melhor amigo e Um lugar chamado Nothing Hill, só para citar alguns). Ganhou um Oscar de melhor atriz em 2000 pelo seu papel em Erin Brockovich e chamou a atençao de todos por usar na premiaçao um Valentino preto e branco, que se tornaria naquela noite iconico no mundo da moda. Todos (ou pelo menos a maioria) os papéis da atriz se assimilam entre si por falarem de mulheres bem sucedidas (O casamento do meu melhor amigo, Um lugar chamado Nothing Hill), determinadas (Erin Brockovich) ou independentes (O sorriso de Monalisa- AMO <3).


(Julia Roberts mostrando que é gente que nem a gente. "E dai que sou mulher e nao depilei as axilas?")

Fiquei pensando na relação entre a atriz e a camisa branca. Parece loucura, mas a maioria das roupas que nós mulher usamos hoje já foi exclusiva do guarda roupa dos homens. A profissão de Julia Roberts (atriz), por muitos séculos foi também exclusividade  dos homens (mulheres nao podiam de jeito nenhum atuar). Poder trabalhar, votar ou sustentar uma casa é , hoje, uma grande conquista para as mulheres. Uma camisa branca representa liberdade e independência adquirida pelas mulheres, e não foi nada fácil.
A camisa branca virou um item “must have” no guarda roupa das pessoas (tanto para os homens como para as mulheres, principalmente no ambiente coorporativo) graças a Beau Brummel, no final do século XVIII. Nascido George Bryan Brummel, Beau era amigo íntimo do príncipe regente do Reino Unido, o futuro rei George IV. Brummel era ícone de estilo na corte inglesa, iniciando muitas tendências, que se espelhavam com facilidade pela corte. Beau é responsável por tornar a camisa branca em uma peça de roupa a ser complementada (com grandes casacos pesados e gravatas) e não para ser usada como roupa de baixo (tipo um camisolão), com o objetivo de proteger do frio e de tecidos pesados. Ele também é responsável pelo uso do terno e de tornar a gravata um item indispensável no guarda- roupa de qualquer homem.


(Beau Brummel e a famosa camisa branca que ele popularizou)

É apenas no século XIX que é introduzido o chemise no guarda roupa feminino, item que mais se assemelhava com a camisa branca. O chemise era uma longa camisola feita de algodão com adornos delicados de renda usada por debaixo dos vestidos. Em 1880, com a inovação do “tailleur”, a camisa branca é integrada ao vestuário das mulheres que precisavam trabalhar (como governantas, por exemplo.)


(Chemise, á moda espanhola, sendo usando por baixa dos roupas)

Durante o período da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), as mulheres precisaram sair de casa e sustentar suas famílias, já que seus maridos haviam sido enviados para o campo de batalha. Para mim, a Segunda Guerra foi crucial para o crescimento da mulher como personagem ativo e integrante dentro de uma sociedade. A partir desse período, a mulher se vê a como uma pessoa forte, sendo capaz de enfrentar desafios e vencer batalhas iguais aos homens. A fragilidade e delicadeza da mulher dá lugar a força e persistência em vencer no mundo, e o seu guarda-roupa precisava se adequar a essa mudança. Saias rodadas e sapatos altos precisaram abrir espaço para roupas mais confortáveis e que fossem práticos para o dia a dia. A camisa branca entra nesse cenário como item essencial para uma mulher ingressar no mercado de trabalho, dando uma aparência séria e determinada a mulher.


(Cartaz recrutando as mulheres a preencher o posto que seus maridos deixaram durante a Segunda Guerra Mundial. Entra os macacões, sai as saias rodadas. Entretanto, a feminidade continua)

A camisa branca passou a ser incorporada com outras peças no guarda roupa dos homens, como paletós e gravatas. A combinação dos itens formou quase que um uniforme no mundo coorporativo, atribuindo ao homem um caráter mais sério e responsável. Entretanto, graças a algumas mulher durante o século XX, esses mesmos itens foram usados também no universo feminino. 
Uma das mulheres responsáveis em tornar famoso o estilo andrógeno foi a atriz/cantora alemã (naturalizada americana) Marlene Dietrich. Em 1920, Marlene fez história a ser a primeira mulher a usar calças publicamente. Foi considerada por Hitler uma traidora por se negar a participar de um filme pró-nazismo. Durante a Segunda Guerra, passou a cantar para tropas aliadas, divertindo e entretendo soldados (viu como a Segunda Guerra foi importante? Mulheres acreditando em suas convicções!). Em 1961 atuou no filme Julgamento em Nuremberg, chocando pessoas e quebrando barreiras. O filme tratava sobre o holocausto e o nazismo, assunto pesado para a época (e para quem ousasse falar, imagem só uma mulher trazendo esse assunto a tona!).


(Marlene Drietich vestida á caráter, de terno e gravata. O que é preservado é a sua maquiagem pesada e sobrancelhas bem definidas)

No final dos anos 70 (1977, para ser exata), o diretor Woody Allen lançou um filme chamado Annie Hall, protagonizado pela –linda e talentosa- Diane Keaton. Acho interessante que o filme falasse sobre uma mulher considerada um tanto complicada, porque seu figurino mostrava o quanto era determinada. A personagem de Keaton abusava das calças largas (e mal ajustadas) de alfaiataria, coletes e gravatas (sim, Annie é uma personagem independente!). O mais engraçado de tudo é que parece que a vida imita a arte. Até os dias atuais é possível ver Diane Keaton usando em suas aparições públicas ternos, gravatas e (pausa dramática) camisa branca! Coincidências a parte ou não, Diane nunca se casou, adotou três crianças, sempre fez personagens independentes, que não precisam de um homem, apenas querem um ao seu lado para ser feliz.  


(Vestuário característico de Annie Hall. Hoje esse estilo está em alta. Alguns chamam de Preppy, outros, dependendo dos itens do look, minimalista)

Poderia ficar horas aqui falando sobre a evolução do guarda roupa das mulheres. Hoje é muito comum verem elas assumindo grandes cargos, sendo donas de casa e ajudando os filhos com o dever de casa,  tudo no mesmo dia  Ainda somos femininas e delicadas, mas podemos lutar com os homens lado a lado. Usamos calça e salto alto, tudo junto (loucura!). O dress code mudou muito ao longo dos anos, posso quase que afirmar que hoje é tudo junto e misturado. Usamos calça no tapete vermelho e os homens vao a manicure, simples assim.


(Emma Watson usando calças- Dior- no Globo de Ouro de domingo. Glamour moderno, com certeza. Achei LINDO e INUSITADO. Ela é jovem, rica e gosta de experimentar com a moda, AMEI!)
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