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(Diva de sábado *16: Diane Kruger de Prada, premiere do filme "Maryland", Cannes Film Festival)


(Diva de domingo *17": Cate Blanchett de Giles, premiere do filme "Carol", Cannes Film Festival)


(Diva de domingo *17: Taylor Swift de Balmain, 2015 Bilboard Music Awards, Las Vegas)


(Diva de doming: Celine Dion de Mugler, 2015 Bilboard Music Awards, Las Vegas)


(Diva de segunda *18: Lily Donaldson de Saint Laurent, premiere do filme "Inside Out", Cannes Film Festival)


(Diva de terça *19: Emily Blunt de Stella McCartney, premiere do filme "Sicario", Cannes Film Festival)


(Diva de terça *19: Cate Blanchett de Armani Privé, premiere do filme "Sicario", Cannes Film Festival)


(Diva de quarta *20: Kendall Jenner de Alaia, premiere do filme "Youth", Cannes Film Festival)


(Diva de quarta *20: Solange Knowles de Stéphane Rolland Couture, Martell Cognac’s 300th anniversary event, Castelo de Versailles; França)


(Diva de quinta *21: Sienna Miller de Ralph Lauren, amfAR Cinema Against AIDS Gala, Cannes Film Festival)


(Diva de quinta *21: Kendall Jenner de Calvin Klein, amfAR Cinema Against AIDS Gala, Cannes Film Festival)


(Diva de quinta *21: Marion Cotillard de Jean Paul Gaultier,amfAR Cinema Against AIDS Gala, Cannes Film Festival)


(Weekends, you know?)

Quando vi em julho passado a exposição de Jean Paul Gaultier (The Fashion World of Jean Paul Gaultier) no Barbica, em Londres, não tinha a mínima ideia que sairia de lá com uma visão totalmente diferente (e muito mais abrangente) sobre a moda e o seu universo.
Para quem nunca ouviu falar do estilista, deixe- me  primeiro resumir um pouco sobre a história dele.
Jean Paul Gaultier é um estilista francês nascido no subúrbio de Paris, em Arcueil, no ano de 1952. O seu desejo de fazer parte do mundo da moda veio muito cedo. Tanto sua mãe como sua vó, as quais foram responsáveis por sua criação, estimulavam Gaultier a explorar a sua identidade, mostrando a ele diferentes facetas que a moda poderia ter.
Mesmo não tendo frequentado escola de costura, isso não impediu o estilista de mandar seus esboços para os mais prestigiados estilistas de Paris da época. A sua persistência e confiança se sobressaltou perante a sua falta de experiência, e, em 1970 (quando tinha apenas 17 anos) Pierre Cardin o contratou como assistente tendo como base apenas seus desenhos.
Em 1976 Gaultier lançou a sua própria coleção, mas foi a partir dos anos 1980 que, já estabilizado como uma marca própria, que o estilistas mostrou suas “garras” e chocou o mundo da moda.
Jean Paul Gaultier é um estilista de visão ampliada sobre a moda. A sua marca mistura diferentes influencias, proveniente da rua com uma modernidade de vanguarda, firme e atrevida, distinguindo de seus contemporâneos em Paris e tinha mais em comum com os designer de Londres e Nova York.
Em 1997 ele apresentou a sua primeiro coleção de haute couture, ganhando o apelido de enfant terrible da Chambre Syndicale, por causa de sua atitude de rebelde e não agir de acordo com as regras.
O estilista sofreu de várias influencias ao longo de sua carreira, e, mesmo umas sendo totalmente opostas das outras, Gaultier conseguiu misturar todas em seu mundo particular e moldar uma única identidade.
Um dos aspectos que mais adoro no estilista é o fato dele abordar assuntos considerados delicados e que muitos outros designer nem consideram como “relevantes”, tendo medo de sair do convencional, ou, em outras palavras, não ser “bonito” e  desagradar as grandes massas de influenciados, que começa na mídia e termina nas prateleiras das lojas.
Como Gaultier foi estimulado desde muito cedo pela sua avó a explorar a sua curiosidade e não ter medo do diferente, nada para ele é feio, apenas fora do convencional. Sem medo do julgamento alheio, o estilista foi o primeiro costureiro a mostrar roupas para ambos os sexos em suas apresentações, inclusive espartilho e saia (coleção de 1985) para os homens. Um dos assuntos mais recorrentes dele é a sexualidade ambígua, sendo presença constante em sua passarela nas década de 1980 e 1990, com modelos do sexo feminino usando ternos de risca de giz e fumando cachimbo, enquanto o tema dos homens de saia progrediu para os tutus (famosa entre as bailarinas).
Enquanto muitos jovens de hoje estão fazendo progresso ao se comunicar sem julgamento sobre temas  referentes  a igualdade dos sexos e de culturas na internet, Jean Paul Gaultier  enfrentou críticas e comentários negativos de muitos grupos ao fazer o mesmo nas décadas de 1990 e 1980. Ao invés da internet, ele usava da passarela para se comunicar. A sociedade não parecia estar preparada naquela época para enfrentar os assuntos que Gaultier trazia a tona, porém, ele pode ser considerado hoje um líder silencioso para os jovens que buscam seu papel no mundo moderno.
Não que Gaultier não tivesse apoio, ao contrário. A sua primeira musa, Madonna, não foi apenas importante para o salto que a sua carreira tomou, mas também porque ambos dividiam de uma mesma opinião e aproveitaram da notoriedade da cantora para chocar o mundo. Com apenas um espartilho salientado os seios (em forma de cone) ou mostrando- os totalmente, os dois deslancharam a terceira onda do feminismo que vai até os dias atuais.
O estilista sabia que precisava das pessoas certas para estimular o público a pensar diferente. Se com Madonna ele estimulou as mulheres a saírem as ruas e continuar a lutar pelos seus direitos, com Ziggy Stardust (aka David Bowie) ele conseguiu dar foco para a androgenia antes considerada bizarra e até mesmo anormal e seu tributo a Amy Winehouse reforçou seu amor por Londres e fortaleceu a cultura punk rock.
O que tirei de lição dessa experiência fantástica que tive ao “invadir” o mundo de Gaultier é que a moda é um universo cheio de possibilidades e áreas para se explorar. A moda é uma extensão de quem nós somos, indo muito além do ato “vestir”. O universo fashion nos permite entender o nosso papel da sociedade, não aquele ditado pelo seu sistema, mas o que consideramos ideal para nós. Ela é a nossa armadura e nos habilita a lutar pelos nossos direitos e a quebrar regras que não achamos justas existir. Sem a moda, não existiria a nossa própria definição de ser individual e independente. O universo fashion nos permite quebrar raízes há muito tempo plantadas e já arcaicas e substituir por novas, que foram aperfeiçoadas para se adequar ao novo estado de espírito do ser humano. 

(Só vai dar Madonna em 2015, com muito espartilho, sensualidade e Versace)

(Jean Paul Gaultier da as suas boas-vindas ao seu mundo, logo no início da exposição)


(O famoso "navy" de Gaultier)


(Uma declaração do amor do estilista para o Reino Unido)


(Homenagem a imagem de Amy Winehouse) 


(Homenagem ao rei da androginia David Bowie, um assunto muito abordado também por Gaultier)


(Madonna esteve aqui)


(E aqui também)



(Kylie Minogue reinou aqui)


(Bettie Page, 1950's)
*Conhecida por ser a "Rainha das pin-ups", já que ela foi uma das percursoras desse movimento e um dos nomes mais conhecidos do mundo fetichista.


(Sophia Loren no filme "Italian Style", 1955)


(Marilyn Monroe no filme "The Seven Year Itch", 1955)


(Janet Leigh no filme "Psycho", 1960)


(Edie Sedgwick no filme "Poor Little Rich Girl", 1965)


(Anne Bancroft no filme "The Graduate", 1967)


(Catherine Deneuve no filme "Belle de Jour", 1967)


(Jane Birkin no filme "Wonderwall", 1968)


(Madonna durante a sua turne "Blonde Ambition", com um empartilho feito especialmente para ela por Jean Paul Gaultier , 1990)
*Uma das turnes mais controversa já vista. Madonna queria quebrar barreiras e provocar as pessoas. Suas performances eram voltadas para o erotismo, tentando misturar ao máximo a sensualidade com objetos de origem religiosa em suas apresentações   


(Sarah Jessica Parker, 1991)


(Mark Wahlberg e Kate Moss posando para a campanha de roupa íntima da Calvin Klein, 1992)


(Kate Moss, 1993)


(Kate Winslet no filme "Titanic", 1997)


(Gwe Stefani no VMA's, 1999)


(Gwen Stefani, 2002)



(Keira Knightley em duas cenas distintas do filme "Piratas do Caribe"A Maldiçao do Pérola Negra", 2003)


(Katy Perry no clipe da música "Califórnia Gurls", 2010)


(Rihanna cantando durante o Victoria's Secret Fashion Show, 2013)
*Fundada em 1977, sendo considerada a grife de lingeries mais famosa do mundo
*O Victoria's Secret Fashion Show ocorre todos os anos, desde 1995. A partir de 2001 passou a ser transmitido por uma emissora de tv e conta com a participação de cantores, atores e pessoas influentes da moda.
*O desfile já contou como modelos como Gisele Budchen, Naomi Campbell, Heidi Klum e Karolina Kurkova.

(Camiseta branca+ jeans skinny-mas nao tao skinny assim+ tenis slipper+ cardiga preto+ óculos escuros+ coque bagunçado= A blogueira alemã Mija com um look básico lindo para começar a semana de forma leva e sem estresse.)


(A diva Madonna completou nesse sábado- 18.08- 56 anos de muito atitude, controvérsias e estilo)
*Corset Jean Paul Gaultier 


(Pensando seriamente em cortar meu cabelo na altura do ombro, e essa imagem só faz aumentar minha vontade. Bonus para o cabelo preso com um dos acessórios mais geniais que eu já vi.)


(Behati Prinsloo em L.A durante o fim de semana com um look estilo grunge que eu tanto adoro. Bônus para o marido Adam Levine a tira colo.)
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