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Quando vi em julho passado a exposição de Jean Paul Gaultier (The Fashion World of Jean Paul Gaultier) no Barbica, em Londres, não tinha a mínima ideia que sairia de lá com uma visão totalmente diferente (e muito mais abrangente) sobre a moda e o seu universo.
Para quem nunca ouviu falar do estilista, deixe- me  primeiro resumir um pouco sobre a história dele.
Jean Paul Gaultier é um estilista francês nascido no subúrbio de Paris, em Arcueil, no ano de 1952. O seu desejo de fazer parte do mundo da moda veio muito cedo. Tanto sua mãe como sua vó, as quais foram responsáveis por sua criação, estimulavam Gaultier a explorar a sua identidade, mostrando a ele diferentes facetas que a moda poderia ter.
Mesmo não tendo frequentado escola de costura, isso não impediu o estilista de mandar seus esboços para os mais prestigiados estilistas de Paris da época. A sua persistência e confiança se sobressaltou perante a sua falta de experiência, e, em 1970 (quando tinha apenas 17 anos) Pierre Cardin o contratou como assistente tendo como base apenas seus desenhos.
Em 1976 Gaultier lançou a sua própria coleção, mas foi a partir dos anos 1980 que, já estabilizado como uma marca própria, que o estilistas mostrou suas “garras” e chocou o mundo da moda.
Jean Paul Gaultier é um estilista de visão ampliada sobre a moda. A sua marca mistura diferentes influencias, proveniente da rua com uma modernidade de vanguarda, firme e atrevida, distinguindo de seus contemporâneos em Paris e tinha mais em comum com os designer de Londres e Nova York.
Em 1997 ele apresentou a sua primeiro coleção de haute couture, ganhando o apelido de enfant terrible da Chambre Syndicale, por causa de sua atitude de rebelde e não agir de acordo com as regras.
O estilista sofreu de várias influencias ao longo de sua carreira, e, mesmo umas sendo totalmente opostas das outras, Gaultier conseguiu misturar todas em seu mundo particular e moldar uma única identidade.
Um dos aspectos que mais adoro no estilista é o fato dele abordar assuntos considerados delicados e que muitos outros designer nem consideram como “relevantes”, tendo medo de sair do convencional, ou, em outras palavras, não ser “bonito” e  desagradar as grandes massas de influenciados, que começa na mídia e termina nas prateleiras das lojas.
Como Gaultier foi estimulado desde muito cedo pela sua avó a explorar a sua curiosidade e não ter medo do diferente, nada para ele é feio, apenas fora do convencional. Sem medo do julgamento alheio, o estilista foi o primeiro costureiro a mostrar roupas para ambos os sexos em suas apresentações, inclusive espartilho e saia (coleção de 1985) para os homens. Um dos assuntos mais recorrentes dele é a sexualidade ambígua, sendo presença constante em sua passarela nas década de 1980 e 1990, com modelos do sexo feminino usando ternos de risca de giz e fumando cachimbo, enquanto o tema dos homens de saia progrediu para os tutus (famosa entre as bailarinas).
Enquanto muitos jovens de hoje estão fazendo progresso ao se comunicar sem julgamento sobre temas  referentes  a igualdade dos sexos e de culturas na internet, Jean Paul Gaultier  enfrentou críticas e comentários negativos de muitos grupos ao fazer o mesmo nas décadas de 1990 e 1980. Ao invés da internet, ele usava da passarela para se comunicar. A sociedade não parecia estar preparada naquela época para enfrentar os assuntos que Gaultier trazia a tona, porém, ele pode ser considerado hoje um líder silencioso para os jovens que buscam seu papel no mundo moderno.
Não que Gaultier não tivesse apoio, ao contrário. A sua primeira musa, Madonna, não foi apenas importante para o salto que a sua carreira tomou, mas também porque ambos dividiam de uma mesma opinião e aproveitaram da notoriedade da cantora para chocar o mundo. Com apenas um espartilho salientado os seios (em forma de cone) ou mostrando- os totalmente, os dois deslancharam a terceira onda do feminismo que vai até os dias atuais.
O estilista sabia que precisava das pessoas certas para estimular o público a pensar diferente. Se com Madonna ele estimulou as mulheres a saírem as ruas e continuar a lutar pelos seus direitos, com Ziggy Stardust (aka David Bowie) ele conseguiu dar foco para a androgenia antes considerada bizarra e até mesmo anormal e seu tributo a Amy Winehouse reforçou seu amor por Londres e fortaleceu a cultura punk rock.
O que tirei de lição dessa experiência fantástica que tive ao “invadir” o mundo de Gaultier é que a moda é um universo cheio de possibilidades e áreas para se explorar. A moda é uma extensão de quem nós somos, indo muito além do ato “vestir”. O universo fashion nos permite entender o nosso papel da sociedade, não aquele ditado pelo seu sistema, mas o que consideramos ideal para nós. Ela é a nossa armadura e nos habilita a lutar pelos nossos direitos e a quebrar regras que não achamos justas existir. Sem a moda, não existiria a nossa própria definição de ser individual e independente. O universo fashion nos permite quebrar raízes há muito tempo plantadas e já arcaicas e substituir por novas, que foram aperfeiçoadas para se adequar ao novo estado de espírito do ser humano. 

(Só vai dar Madonna em 2015, com muito espartilho, sensualidade e Versace)

(Jean Paul Gaultier da as suas boas-vindas ao seu mundo, logo no início da exposição)


(O famoso "navy" de Gaultier)


(Uma declaração do amor do estilista para o Reino Unido)


(Homenagem a imagem de Amy Winehouse) 


(Homenagem ao rei da androginia David Bowie, um assunto muito abordado também por Gaultier)


(Madonna esteve aqui)


(E aqui também)



(Kylie Minogue reinou aqui)


(Domingo na cama, só se for assim, igual a Madonna nos anos 1990… SundayZzZzZz)

(Que todos- inclusive eu- tenham um fim de semana tao louco e agitado como foi a vida da Madonna nos anos 1980/1990)

(Moletom com frase+ jeans escuro+ tenis estampa de zebra com salto+ bolsa preta e branca= Look ideal da Diane Kruger e fora do convencional- sem trench coat ou galochas- para enfrentar dias chuvosos sem tédio)


(#tbt: Madonna nos anos 1980 arrasando com uma t-shirt com frase -"Italians do it better"-e mangas levantadas, muito antes de ser "moda" nos dias de hoje)

(Bettie Page, 1950's)
*Conhecida por ser a "Rainha das pin-ups", já que ela foi uma das percursoras desse movimento e um dos nomes mais conhecidos do mundo fetichista.


(Sophia Loren no filme "Italian Style", 1955)


(Marilyn Monroe no filme "The Seven Year Itch", 1955)


(Janet Leigh no filme "Psycho", 1960)


(Edie Sedgwick no filme "Poor Little Rich Girl", 1965)


(Anne Bancroft no filme "The Graduate", 1967)


(Catherine Deneuve no filme "Belle de Jour", 1967)


(Jane Birkin no filme "Wonderwall", 1968)


(Madonna durante a sua turne "Blonde Ambition", com um empartilho feito especialmente para ela por Jean Paul Gaultier , 1990)
*Uma das turnes mais controversa já vista. Madonna queria quebrar barreiras e provocar as pessoas. Suas performances eram voltadas para o erotismo, tentando misturar ao máximo a sensualidade com objetos de origem religiosa em suas apresentações   


(Sarah Jessica Parker, 1991)


(Mark Wahlberg e Kate Moss posando para a campanha de roupa íntima da Calvin Klein, 1992)


(Kate Moss, 1993)


(Kate Winslet no filme "Titanic", 1997)


(Gwe Stefani no VMA's, 1999)


(Gwen Stefani, 2002)



(Keira Knightley em duas cenas distintas do filme "Piratas do Caribe"A Maldiçao do Pérola Negra", 2003)


(Katy Perry no clipe da música "Califórnia Gurls", 2010)


(Rihanna cantando durante o Victoria's Secret Fashion Show, 2013)
*Fundada em 1977, sendo considerada a grife de lingeries mais famosa do mundo
*O Victoria's Secret Fashion Show ocorre todos os anos, desde 1995. A partir de 2001 passou a ser transmitido por uma emissora de tv e conta com a participação de cantores, atores e pessoas influentes da moda.
*O desfile já contou como modelos como Gisele Budchen, Naomi Campbell, Heidi Klum e Karolina Kurkova.

(Camiseta branca+ jeans skinny-mas nao tao skinny assim+ tenis slipper+ cardiga preto+ óculos escuros+ coque bagunçado= A blogueira alemã Mija com um look básico lindo para começar a semana de forma leva e sem estresse.)


(A diva Madonna completou nesse sábado- 18.08- 56 anos de muito atitude, controvérsias e estilo)
*Corset Jean Paul Gaultier 


(Pensando seriamente em cortar meu cabelo na altura do ombro, e essa imagem só faz aumentar minha vontade. Bonus para o cabelo preso com um dos acessórios mais geniais que eu já vi.)


(Behati Prinsloo em L.A durante o fim de semana com um look estilo grunge que eu tanto adoro. Bônus para o marido Adam Levine a tira colo.)



(Steve Tyler, segundo muitos, como a sua "duck face" natural)

Vocês devem estar se perguntando: porque ela AINDA vai falar do Grammys? Ele foi Domingo! (o que, em tempos de internet, isso significa uma eternidade) Mas sim, vou falar, mesmo atrasada hahaha. Só posso dizer que tenho uma boa desculpa: o aniversário da minha mamis foi ontem e minha formatura foi sábado, portanto, não deu tempo de parar e escrever o post. Acho dois motivos mais que justo haha. De qualquer maneira não queria deixar de escrever porque tenho certas opiniões sobre a cerimonia que gostaria de partilhar (nesses grande espaço cibernético vazio, que lindo)
A edição de número 56 do Grammys aconteceu nesses domingo (26/01) e só tenho uma coisa a dizer sobre ela: me deu sono. Como eu falei anteriormente, sou fascinada pelo mundo glamoroso e rico e Hollywood. MAS, minha fascinação se baseia no cinema, no famoso OLD HOLLYWOOD GLAMOUR, vindo dos filmes. Então, como podem imaginar, o Grammys não é muito minha praia. Não fiquem chocados, eu amo música, mas são as suas premiações que eu não sou muito fã. Eu apenas assisto por praxe, porque, afinal de contas, é a maior premiação da música, com os maiores artistas do ramo, ou seja: GRANDES MOMENTOS FASHIONS! Hahaha


(Jennifer Lopez- com o entao namorado P.Diddy Combs-, no Grammys de 2000, usando o SUPER polemico e comentado Versace. Ele entrou para a história da premiaçao e é muito falado até hoje. E sim, ele tem sua própria página na Wikipédia)

O Grammys é considerado o prêmio de maior prestígio da indústria musical internacional, sendo considerado o Oscar da música. Muitos artistas de renome nesse meio não gostam da premiação (tipo Shinead O’Connor que foi a única artista a recusar um Grammy em 1991) porque consideram ela uma máquina de tendências, seguindo apenas o que esta sendo mais tocado no momento (tipo, o que dá audiência e atrai atenção).
Acho que tem até fundamento esse desgosto por parte de muitos artistas. Estamos falando de uma premiação que deu inúmeros troféus a Taylor Swifth (nada contra ela, acho o estilo dela fofo e tudo mais, mas ela tem umas musiquinhas um tanto chatas) , mas, bandas e artistas lendários como Queen, Bob Dylan, Bob Marley, Diana Ross (esses dois últimos apenas ganharam em 2001 e 2012, respectivamente, o Life Achivement Award) nunca ganharam nenhum premio. Ironicamente, a National Academy of Recording Arts and Science (NARAS), responsável pela escolha dos vencedores, é a única associação a homenagear tanto no âmbito de conquistas artísticas, como também a proficiência técnica na indústria musical, sem se importar com as vendas dos álbuns ou o sucesso ou não nas paradas.


(Taylor Swift no Grammys de 2011, quando ganhou vários prêmios, incluindo o de melhor álbum do ano. E o Queen nunca ganhou nada! Nao me conformo- sim, como podem ver, sou fa da banda! haha)


(Taylor Swift vestindo Gucci nos Grammys desse ano)

Mesmo muitos duvidando da autenticidade da premiação, é preciso admitir, que se não fosse pelo Grammys, não teríamos presenciados tantas excentricidades em um único tapete vermelho.
Por mais que seja comparado ao Oscar, a diferença dessa cerimonia é a diversidade de artistas. Diferente da atuação, na música, as pessoas liberam suas mágoas e seus sentimentos mais pessoais através da música, para todos que quiserem ouvir. Suas personalidades podem ser mais exploradas e conhecemos o artistas como ele é ou como ele quer ser lembrado.


(A cantora M.I.A -2009- em um look que dividiu os críticos de plantao. Mas ué, no Grammys na vale tudo? Pessoalmente, eu gostei. Achei divertido, combinou com a personalidade "funky"da cantora e mostra como ela estava curtindo sua gravidez. Do que serve a moda se nao for para explorar suas diferentes facetas?)


(Em 2001, a cantora Toni Braxton teve a ousadia- e coragem- ao usar esse "vestido", digamos, um tanto revelador. O vestido do designer Richard Tyler recebeu uma enxurrada de críticas negativas, sendo considerado uma versão piorada do vestido Versace da J-Lo. Pelo menos Braxton tem um corpao, consegui segurar o modelito nesse quesito.)

Mas é aqui que entra a minha reclamação. Se no passado, o artista era lembrado por ser manter fiel a si mesmo, hoje o que as pessoas querem ver é a moda (quando falo em moda, falo em usar as últimas tendências  mesmo se nao combine com sua identidade ou com o que representa nesse meio), nada de diferente. Por mais que tenho tido alguns looks bem bonitos na noite, senti saudade da originalidade e da necessidade de chocar os outros (miss you Lady Gaga). Para mim, os que mais me encantaram foram, o que podemos chamar da velha guarda hahaha. Steve Tyler foi muso, Ozzy Osbourne, por mais que se vista de preto, não é mais o príncipe das trevas (eu acho as caras que ele faz muito fofas), mas continua arrasado. E desculpem-me, mas para mim, Madonna (mesmo que duzentas mil plásticas) sambou na cara de muita novinha, cheia de atitude e com o seu estilo poderoso de sempre.



(Steve Tyler arrasando descendo até o chão  Notem que seu sapato tem um pequeno salto. Apenas muso <3)


(Pharrell Williams abraçado um dos membros "robóticos"do Daft Punk. O que fica em evidencia é o seu chapéu. O acessório nada discreto de Pharrell virou em apenas alguns minutos diversos memes na internet e foi comparado ao chapéu de um guarda canadense. Depois dos memes, vem o posto de ícone fashion haha)

Não vou também só falar negativo. Eu, como fã dos Beatles, amei ver a apresentação do Paul McCartney com Ringo Star. O Grammys esse ano está celebrando os 50 anos da primeira aparição televisionado dos Beatles nos Estados Unidos. O momento histórico da noite ficou para o encontro em Yoko Ono e Paul McCartney. 


(Para mim, a cantora Ciara foi a mais bem vestida da noite. Linda e grávida, o vestido Emilio Pucci lhe caiu muito bem.) 


(Ciara, no Grammy de 2011 também usando Pucci. O que um stylist/gravidez/mudança de cabelo e diferente vestido- e estilo- nao fazem com uma pessoa hein.)


(Para terminar, Madonna, usando Ralph Lauren Spring 2014. Para completar, levou seu filho David como acompanhante e nao menos estiloso que a mae. Nao é de hoje que a Material Girl- que clichê meu haha- no tapete vermelho.)



(Paul Mccartney e Yoko Ono fizeram muitas pessoas acreditarem que tudo é possível, nem no estilo "What goes around, comes around" , bem estilo Justin Timberlake haha)
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